CPMI do INSS começa a produzir efeitos após delação
Confissão de empresário reforça investigações e amplia alcance de apurações no Congresso
A deputada Coronel Fernanda afirmou que os trabalhos da CPMI do INSS já apresentam შედეგados concretos, após a delação do empresário Maurício Camisotti. Preso desde setembro, ele confessou participação em um esquema de descontos indevidos em benefícios e firmou acordo com a Polícia Federal, encaminhado ao ministro André Mendonça para validação.
Segundo as investigações, entidades ligadas ao empresário — como Ambec, Unsbras e Cebap — teriam movimentado cerca de R$ 580 milhões apenas no último ano, podendo alcançar R$ 1 bilhão desde 2021. O esquema envolvia atuação direta junto a aposentados e pensionistas, com suspeitas de irregularidades em larga escala.
Instalada em agosto de 2025, a comissão mista apurou um amplo conjunto de fraudes no sistema previdenciário. O relatório final solicitou o indiciamento de 216 pessoas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica, ampliando a pressão por responsabilização dos envolvidos.
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